Como fazer uso do storytelling para melhorar a apresentação de seus dados (Parte 2)

Texto por: César Ventura

Neste artigo, abordamos inúmeras referências ao livro “Storytelling com dados”, da autora Cole Nussbaumer Knaflic, guiando-os na narrativa do que é storytelling e como usá-lo da melhor forma. Vocês podem conferir a parte 1 clicando aqui.

Hoje, falaremos sobre os princípios da Gestalt, bem como os diversos recursos visuais que suas apresentações podem ter para garantir uma boa conexão entre apresentador e público.

Princípios da Gestalt e sua relação com a saturação

No livro “Storytelling com dados”, Cole se refere a saturação como “elementos visuais que ocupam espaço, mas não aumentam o entendimento”. Para isso, citaremos alguns dos princípios da Gestalt que estão ligados à percepção visual. Tais princípios foram pesquisados e conceituados no início dos anos de 1900 para entender como as pessoas enxergam o mundo ao seu redor, tendo grande relevância até os dias atuais.

Proximidade

Objetos que estão próximos parecem estar relacionados entre si, enquanto a distância dará a sensação oposta.

Similaridade

Elementos parecidos são percebidos como parte do mesmo grupo e tendem a ter a mesma função.

Continuidade

Elementos posicionados em uma linha ou curva tem mais chance de serem percebidos como relacionados do que se não estivessem dispostos desta forma.

Fechamento

Você utiliza de sua memória para converter objetos complexos em formas simples e/ou já conhecidas.

Fonte: “Princípios da Gestalt no design” por Neder de Paula.

Sempre que se coloca uma informação em frente ao seu público, você está pedindo para que o mesmo utilize o poder do cérebro para processar as informações. Com os princípios da Gestalt para percepção visual você poderá entender como seu público consome suas informações e, assim, identificar e/ou remover os elementos visuais que não são necessários. Utilize esses princípios de forma estratégica.

Recursos visuais

Quando falamos de recursos visuais com atributos pré-atentivos estrategicamente, estamos falando de ajudar nosso público a ver o que queremos que vejam.

Quando utilizamos atributos pré-atentivos em texto, além de chamar a atenção do nosso público, podemos utilizá-los para criar uma hierarquia visual nas nossas comunicações. Abaixo podemos este conceito em aplicação::

  • Cor:

– Olá, tudo bem? Seja bem-vindo(a) ao portal de conteúdo MINEHR.

  • Tamanho:

– Olá, tudo bem? Seja bem-vindo(a) ao portal de conteúdo MINEHR.

  • Negrito:

– Olá, tudo bem? Seja bem-vindo(a) ao portal de conteúdo MINEHR.

  • Itálico

– Olá, tudo bem? Seja bem-vindo(a) ao portal de conteúdo MINEHR.

  • Sublinhado

– Olá, tudo bem? Seja bem-vindo(a) ao portal de conteúdo MINEHR.

Esses são só alguns dos mais importantes exemplos de como podemos direcionar a atenção do público, buscando atender os dois pontos citados logo acima.

Podemos mostrar o que é mais importante e no que seria interessante focar a atenção primeiro. Depois, guiamos nosso leitor ao que se deve prestar atenção em seguida, colocando os elementos necessários sem prejudicar a mensagem e sem dividir a atenção.

Ao utilizar esses recursos em gráficos, a linha de raciocínio felizmente funciona da mesma forma, Veja a imagem abaixo:

Fonte: “Storytelling com dados” de Cole Nussbaumer Knaflic.

Sem os recursos visuais, nós somos obrigados a processar todas as informações presentes no gráfico, sem indicações do que é mais importante.

Nessa próxima figura, a cor foi utilizada cuidadosamente como um método de enfoque na história. E mais além, com um enfoque em textos modificados, levando o público para as partes micro da história, veja:

Fonte: “Storytelling com dados” de Cole Nussbaumer Knaflic.

Os atributos pré-atentivos são ferramentas poderosíssimas, se usadas de forma estratégica. Se não as utilizarmos, o cérebro tentará processar toda a informação presente de uma só vez, e isso tende a não funcionar muito bem. Caso tenha dúvidas quanto a sua construção, aplique o teste, pergunte-se: “para onde meus olhos são atraídos?”

Conte com a MINEHR para te ajudar a interpretar seus dados.

Sabemos que dados, sozinhos, não promovem a mudança. É necessário abertura, tempo e recursos para sair de uma rotina baseada na intuição e achismos.

Por isso, conte com a MINEHR para dar start nesse movimento e fornecer mais dados para as tomadas de decisão da sua empresa. Entre em contato conosco e dê o primeiro passo para fazer a diferença!


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